Eventos

“Prêmio John Hartung” recebido pelo Programa de Ajuda Humanitária Psicológica (PAHP) de Santa Catarina – Blumenau, no Congresso Iberoamericano de EMDR, realizado no Equador em 30 de outubro de 2010.

boate-kiss-em-santa-maria-rsComunicação, Voluntariado e Humanidades

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INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA EM INCIDENTES CRÍTICOS.
PROGRAMA DE AJUDA HUMANITÁRIA PSICOLÓGICA
A FAMÍLIAS ENLUTADAS, ALUNOS, PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS DA Escola Municipal Tasso da Silveira
REALENGO – RIO DE JANEIRO

0,,37000781-FMMP,00Especialistas em catástrofes

Ajuda Humanitária Psicológica em Niterói

CAROS

Compartilhando….

Estivemos este final de semana imersos numa rede especial de ajuda humanitária psicológica.

Os rotarianos de Niterói, do Rio, de Blumenau, de São Paulo. O Exercito da Salvação (comandante Edgar Chagas). A F&Z (os terapeutas e professores) o DELPHOS (Cecilia Duca Lucia Lilian e tantos outros). A Universidade Federal Fluminense (Dr.  Jairo Werner), a Associação de Terapia Familiar do RJ (Cristina Wernwer) estagiaria da PUC de SP e a psicoeducação a população que os jornalistas do COMUNICADORES SEM FRONTEIRAS do Rio fizeram

Capacitaram-se mais 52 novos psis. A Associação Medica Fluminense nos recebeu.
O PAHP cresce a cada viagem!

Grande rede de amor, generosidade e trabalho!

Mas quero registrar a liderança e trabalhos de eficácia, e grande amorosidade da nossa LILIAN TOSTES. Este PAHP teve o reflexo da pessoalidade dela.

Foram situações de contato com a humanidade que se renova e se fortalece através da rede, não apenas sobrevive.

Nos Sociodramas me impressionaram os chamados “partos da lama” dos resgates de pessoas que o lixo do Bumba sugava. As cenas de famílias que morreram abraçadas. E o protagonismo dos bombeiros e voluntários.

Nos abrigos os protocolos, as orações aos mortos tiveram novas constituições cientificas.
E a sociometria de sobreviventes de facções diferentes que residem nas mesmas salas de aula!?!?!
A vida sexual de casais que moram com estranhos…
A violência e o abuso que o confinamento amplia…

Voltamos cansados, reforçados e com muita aprendizagem.
Obrigada a todos pelo apoio e as diversas forças que nos movem.

Obrigada “irmãos” do PAHP!
Meu enorme carinho e admiração.
Ana Maria.

Prof. Dra. ANA MARIA FONSECA ZAMPIERI
Doutora e mestre em Psicologia Clínica. Psicodramatista.
Terapeuta de Casais e Famílias. Sexóloga. Terapeuta de EMDR.
Rua Joaquim Floriano 466 cjto. 2108 CEP 04534 002 ITAIM BIBI São Paulo
www.terapiafamiliar.med.br; anamfzampieri@hotmail.com

Ajuda Humitária a Catanduva

A Associação Brasileira de EMDR, em parcerias com a F&Z Assessoria e Desenvolvimento em Educação e Saúde, o Rotary Club Butantã de São Paulo, O Ciclo de Mutação, Instituto IPRP e a FEBRAP estão propondo a Secretaria de Assistência de Catanduva, uma parceria para um trabalho de AJUDA HUMANITÁRIA aos familiares, professores e crianças vítimas de violências sexuais divulgadas na mídia neste ano.
A proposta é a INTERVENÇÃO GRUPAL EM CRISE, com protocolos da International Critical Incident Stress Foundation, da Green Cross Academy of Traumatology e do EMDR INTERNACIONAL ASSOCIATION; PROTOCOLO GRUPAL E INTEGRATIVO COM EMDR e SOCIODRAMAS CONSTRUTIVISTAS.
Recebemos treinamentos e formação com profissionais destas instituições que, têm vasta experiência com atuações diretas com vitimas de violência e de desastres naturais ou provocados pelo homem, na América Latina e na Europa.
O objetivo dessa INTERVENÇÃO GRUPAL EM CRISE é buscar a diminuição e minimização da intensidade do impacto adverso da violência sexual na população de crianças e familiares vítimas e nos professores destas crianças.
Sabemos que essas violências ocasionam diversos traumas, que podem provocar TRANSTORNOS DE ESTRESSES PÓS TRAUMÁTICOS, vividos em eventos que superam a qualidade de defesas comuns dos seres humanos e produzem fortes reações emocionais, cognitivas, físicas, de condutas e espirituais nas pessoas que os vivem.
Uma violência sexual produz sofrimentos que podem produzir rupturas temporais do equilíbrio psiconeurobiológico, que podem levar a uma espiral disfuncional de aflição e descompensação a curto, médio e longo prazos. O abuso sexual de crianças tem em seu cenário a negação por parte de sociedades inteiras. Seus efeitos são tão devastadores e o que representa para os seres humanos é tão ameaçador que a negação psicológica torna-se uma defesa. Os traumas psicológicos que o abuso sexual pode provocar revelam a vulnerabilidade humana, exposta à situações horrendas. Adultos que exercem poder sobre crianças pequenas podem ter como garantia o silêncio e a vergonha de suas vítimas. Infelizmente, o abuso sexual infantil existe em nossa sociedade há milênios.
        A INTERVENÇÃO GRUPAL NA CRISE busca a estabilização do funcionamento psicológico básico, a minimização dos sistemas das crises psicológicas, o retorno das pessoas a funcionamentos emocionais adaptativos e a facilitação para o acesso aos cuidados particulares necessários.
        Pesquisas na literatura especializada, mostram como a INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA DA CRISE DA VIOLÊNCIA reduz a necessidade de serviços psicológicos para problemas posteriores mais graves, como TEPT, alcoolismo, drogas, violência, pânicos, depressões, lutos patológicos, e custos com farmacoterapias e hospitalizações pós-violências. Além de colaborar com a resiliência das vítimas para o resgate e a esperança da reconstrução de suas vidas.
Os métodos propostos são basicamente três articulados: O SOCIODRAMA CONSTRUTIVISTA, o DEBRIEFING e o PROTOCOLO GRUPAL E INTEGRATIVO COM EMDR. (Eye Movement Desensitizacion and Reprocessing), que é uma abordagem psicoterapêutica, criada pela Dra. Francine Shapiro há 20 anos e pesquisada em mais de 70 países.
O SOCIODRAMA CONSTRUTIVISTA (Zampieri,1996) propõe o trabalho ético e de desconstrução de tabus, mitos e crenças sobre o tema da violência sexual, buscando o curador interno de cada indivíduo, de cada grupo familiar e de cada comunidade protagonistas dessa violência.
O DEBRIEFING é um método de intervenção grupal em crise, criado por Michaell (1983), para trabalhar grupos em serviço de emergência, estruturada em 7 fases para facilitar a reconstrução psicológica. Objetiva reduzir o impacto da violência baixando a tensão psico-emocional. Busca, ainda, facilitar o processo de recuperação das pessoas envolvidas na violência e servir como plataforma de triagem psicológica para quem necessita de cuidados individuais e como fórum de educação e manejo em estresse.
O EMDR tem comprovações científicas como efetivo para tratar vítimas de violências, acidentes naturais ou provocados, que provocaram traumas psicológicos. A Associação Psicológica Americana, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e a Sociedade Internacional para o Estudo do Estresse Traumático, entre outros, reconhecem a eficácia do EMDR nos tratamentos dos Transtornos por Estresses Pós-Traumáticos.
O Protocolo Grupal e Integrativo com EMDR foi criado para responder necessidades de atuação de saúde mental após o furacão de Paulina (1997) e já foi aplicado em inundações como: Acapulco, no México (1997); Posoltega na Nicarágua (1998), em Caracas, Venezuela em 1999; Santa Fé na Argentina em 2003 e Piedras Negras no México em 2004. Também, em terremotos como: Pereira e Armênia na Colômbia em 1999, em Adapazari na Turquia em 1999 e em San Salvador, em 2001. Foi utilizado nas regiões afetadas pelo Tsunami em 2004, no ataque terrorista em Israel em 2006, nos conflitos armados das Filipinas em 2008. Também foi aplicado com sobreviventes da guerra entre Albânia e Kosovo (1999), de desastre aéreo em Milão, na Itália em 2002, entre outros. Seus pesquisadores são Ignácio Jarero, Lucina Artigas e John Hartung, do México e Colorado.
Estes PROTOCOLOS foram e são aplicados em crianças, adolescentes, adultos e idosos.


Profissional responsável pelo Programa de Ajuda Humanitária – Ana Maria Fonseca Zampieri.

Prof.ª Dr.ª Ana Maria Fonseca Zampieri
Psicologia Clínica. USP ( 1975)
Doutora em Psicologia Clínica. PUC/ SP (2002)
Pós-doutoranda em Psicologia Clínica ( 2008)
Mestre em Psicologia Clínica. PUC/ SP (1995)
Pós Graduação em Terapia Sexual pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana – SP (2000)
Pós Graduação em Terapia Sistêmica de Casais e Famílias. PUC/ SP (1994)
Especialista em Terapia de Casais e Famílias pela SEFAM de São Paulo (1988)
Psicodramatista.  Terapeuta Didata e Supervisora pela FEBRAP ( 1978)
Terapeuta de EMDR, EMDR  Institute – USA (2005)
Consultora da Associação Saúde da Família e ELTON JOHN AIDS FOUNDATION
Diretora da F&Z Assessoria e Desenvolvimento em Educação e Saúde LTDA
Coordenadora de Cursos de Pós – graduação em Terapia de Casais e Famílias e de Terapia Conjugal em São Paulo: F&Z, Goiânia (Universidade Católica de Goiás e CAEP) e Brasília (Instituto de Psicoterapia de Brasília – INTERPSI)
Especialista em Psicotrauma e Intervenção Psicológica em Situações Críticas Individuais e Coletivas – Sociedade Argentina de Psicotrauma – Buenos Aires (2007)
Terapia de Brainspotting (2008)
Treinamento em Critical Incident Stress Management: Group Crisis. International Critical Incident Stress Foundation – Buenos Aires (2008)
Especialização com EMDR com Crianças e Famílias. EMDR IBERO- AMÉRICA (2008)
Especialização em Protocolo Grupal e Integrativo com EMDR. Associación Mexicana para Ayuda Mental en Crisis – Buenos Aires (2008)
Coordenadora da Comissão de Ajuda Humanitária do EMDR Brasil – Brasília
Coordenadora do Programa de Ajuda Humanitária à Santa Catarina.


PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

 

 

a) Internos: Equipe de profissionais de São Paulo e de São José do Rio Preto para aplicação do Programa de Ajuda Humanitária. (PAH)
b) Externos: Pedimos recursos para viagens, alimentação e hospedagem da equipe do PAH.
c) Local de nossos treinamentos, avaliações, supervisões e apoios terapêuticos/ emocionais:
Oferecidos pela Secretaria de Assistência de Catanduva.

PROGRAMAÇÃO DE INTERVENÇÃO À VIOLÊNCIA SEXUAL EM CATANDUVA

DIA 10/04/09 – SEXTA –FEIRA
Manhã: Treinamento da equipe do PAH (4h).
Tarde e noite: – SOCIODRAMAS CONSTRUTIVISTAS DO ABUSO SEXUAL EM CATANDUVA.
- Público- alvos: 2 grupos homogêneos: 1. Crianças
2. Pais, professores e cuidadores
– 2 horas cada.
– DEBRIEFING – 2 horas cada.
– 2 grupos de EMDR GRUPAL INTEGRATIVO – 2 horas cada.
– EMDR INDIVIDUAL – 2 horas

DIA 11/04/09 – SÁBADO
Manhã: EMDR INDIVIDUAL – 2 horas
SOCIODRAMA CONSTRUTIVISTA DE RECONSTRUÇÃO – 2 horas

Curso de Especialização

A FZ Assessoria Ltda, em São Paulo,
está com curso especialização, sexta e sábado (1 workshop por mês) durante 24 meses, de Terapia de Casais, Famílias e Grupos, reconhecido pelo MEC.
Confere os Títulos de Especialista pela Universidade Católica de Goiás e Terapeuta Familiar (
ABRATEF).
O Curso habilita para trabalhos grupais e familiares, além de somar no currículo um diferencial que pontua na carreira profissional.
A Direção de Ensino é feita pela
Profa. Dra. Ana Maria Fonseca Zampieri, com ampla experiência na Formação de Profissionais, no nível de Pós Graduação.

Inscrições para seleção pelo telefone 11- 2165.8118
ou pelo e-mail: p.za@terra.com.br  –  Paulo Zampieri

Intervenção Psicológica - Santa Maria

A ABRAPAHP – Associação Brasileira de Programa de Ajuda Humanitária Psicológica, entidade sem fins lucrativos composta por psicólogos, psiquiatras e membros da sociedade civil, brasileiros, apresenta-lhe a proposta de parceria para a realização de Intervenção Psicológica em Crise e Luto por Desastres.

O objetivo dessa Intervenção é discutir técnicas psicoterápicas e de assistência psicológica e a importância da imunização psíquica em momentos de crise; bem como capacitar profissionais das áreas de saúde mental, para acompanhamento de pessoas que necessitem de apoio, atender in-loco as famílias e pessoas atingidas direta e indiretamente pela tragédia ocorrida na Boate Kiss, em 27 de janeiro de 2013.

A ABRAPAHP esteve presente na ocasião da tragédia ocorrida na Boate Kiss, com 19 psicólogos que, em parceria com o Poder Público local, o Rotary Butantã de São Paulo e o Rotaract de Santa Maria, atendeu diretamente famílias e vítimas da tragédia; professores; bombeiros; profissionais do CVV de Santa Maria e outros cidadãos locais.

Na ABRAPHP, entendemos como fundamental o fato de nós, profissionais de saúde mental, nos preocuparmos com o tema da morte e do luto; buscando promover uma integração com os seres humanos, que lhes permita organizar suas vidas com propostas mais conscientes e saudáveis; no continuum do viver e morrer; buscando “empoderamentos” intra e inter psíquicos, para o enfrentamento, inclusive, do processo de luto que todos vivemos, diversas vezes, de diferentes formas e intensidades.

Um dos processos de luto, cientificamente reconhecido como o de maior dor emocional, física, psíquica e espiritual; é o da perda de filhos. E tanto que, para este fenômeno, ainda não se tem a singularidade de um nome, como têm, por exemplo, os fenômenos de orfandade e viuvez. Aos que são danificados por esta tragédia, tentamos adotar o termo “defilhar”; sugerido por Rebelo (2013).

Aprender a ser pai e mão inicia-se cedo, com as brincadeiras típicas de cada cultura. Assim, as expectativas sobre um filho são de passar valores, ideias, bens e criar cidadãos, da infância a adultez; passando pela adolescência; com esperanças pessoais inúmeras. Frente ao drama da morte de um filho, ambos os progenitores ficarão com falências de suas condições de cuidadores na colaboração para a corrente da vida humana, que herdaram de seus predecessores. Há uma espécie de sentimentos de amputação de suas próprias vidas, frente ao presente e ao futuro.

Especialmente frente a mortes súbitas, como as que ocorreram na tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria, em 27 de janeiro de 2013; pais especialmente, mas também irmãos e familiares, são acometidos por uma avalanche de incredulidade, corrosão de sentimentos, angústias e descrenças, entre outras possibilidades. Pode, ainda, haver mistura de sentimentos de negação, raiva, revolta, barganha, depressão e, talvez, de aceitação.

Assim, a morte de um filho promove um “defilhar” duro de sustentar, espinhoso de transpor, mas possível de ser enfrentado com saúde mental. A sociedade como um todo, precisa, oferecer às pessoas danificadas pela tragédia de Santa Maria, condições de saúde emocional nessa dor do vazio, do desconsolo, da saudade, da solidão, do desamparo e da partilha impossível; suscetíveis de acontecerem mais fortemente e estimuladas por este aniversário de um ano.

A pessoa “defilhada”, atordoada por essa tragédia de dimensões incomensuráveis, precisa, no seu compasso paulatino no tempo receber, no trajeto desse luto, os cuidados de saúde e apoio que merece; para alcançar, um dia, o cumprimento do mesmo.

A ABRAPAHP, composta por estudiosos de trauma e luto por desastres naturais e provocados pelo homem, propõem seus trabalhos de INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA EM CRISE E LUTO POR DESASTRES, objetivando promover prevenção do chamado luto complicado nesta etapa do ciclo de luto de familiares, amigos e profissionais ligados aos 242 jovens mortos; buscando que as memórias de seus filhos, irmãos e amigos, possam ocupar seus lugares no bem estar dessas pessoas sobreviventes; com dores apaziguadas, afetos retomados e resiliência para o viver. Amor e luto são considerados duas faces da mesma moeda e, a partir do entendimento, enfrentamento e compreensão da natureza e dos padrões do amor, as pessoas poderão suportar o luto.

A este respeito, William Shakespeare (1591) em sua obra: A vida e a morte do Rei João, escreveu:

“O pesar ocupa o espaço do meu filho ausente,

Fica em sua cama, caminha a todo lado comigo,

Coloca suas roupas bonitas, repete suas palavras,

Lembra-me de todas as suas partes graciosas,

Preenche esta roupa vazia com sua forma,

Então, eu tenho razão em estar afeiçoado no pesar.”

 

Quando as pessoas enlutadas chegam aos seus limites de forças psíquicas, o trauma pelo luto pode surgir em algumas enfermidades, como por exemplo, o Transtorno de Estresse Pós-Traumático, entre outras. Nosso trabalho de atendimento ambulatorial e domiciliar às famílias, amigos e profissionais em luto pela tragédia da Boate Kiss; e a Intervenção Psicológica em Crise e Luto por Desastres; pretende oferecer, nesta nova etapa de dor, pelo aniversário de um ano da tragédia, possibilidades e estratégias psicoterapêuticas breves, para fortalecer vínculos que forneçam segurança, para lidar com esse estresse da vida. Pretendemos favorecer uma espécie de imunidade psíquica, que previna patologias emocionais provocadas pelos lutos vividos.

 

Assim, a ABRAPAHP propõe:

  1. Ambulatório de atendimento psicoterapêutico breve aos enlutados, em duas formas:

1.1.            Individual com EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing).

1.2.            Terapia familiar do luto: para cada grupo familiar especifico.

1.3.            Terapia grupal do luto: para os profissionais do CVV – Centro de Valorização da Vida de Santa Maria.

Estes atendimentos ambulatoriais serão realizados por nossa equipe, com especialistas, nos dias:

 

25.01.14 – SÁBADO

– 14:30 às 20:00  horas

Total de 56 horas/sessão psicoterapêutica.

 

26.01.14 – DOMINGO

– 09:00 às 10:30 horas

– 15:45 às 19:00 horas

Total de 64 horas/sessão psicoterapêutica.

 

OBS: Ofereceremos, portanto, 144 horas/atendimento/sessão psicoterapêutica.

 

27.01.14 – SEGUNDA-FEIRA

– 09:00 às 12:00 horas – Participação de atividades e rituais de luto da comunidade de Santa Maria.

 

  1. Intervenção Psicológica em Crise e Luto por Desastres

Para os psicólogos, psiquiatras e profissionais do CVV da rede pública da cidade de Santa Maria e demais cidades afetadas pela tragédia.

O programa para esta capacitação será:
25.01.14 – SÁBADO

–          11:00 às 12:00 – Aula: O PROCESSO DE LUTO PÓS-IMPACTO POR DESASTRES

–          14:00 às 16:00 – Treinamento: PROTOCOLOS DE INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA GRUPAL COM FAMÍLIAS EM LUTO.

–          18:00 às 20:00 – Treinamento: TERAPIA FAMILIAR DO LUTO E TÉCNICAS ANTI-ESTRESSE.

 

Observação: A ABRAPAHP oferecerá apostilas com referencias bibliográficas aos capacitandos.

 

  1. Participação do I CONGRESSO INTERNACIONAL NOVOS CAMINHOS – A VIDA EM TRANSFORMAÇÃO

 

3.1  –   26.01.14 – DOMINGO

  1. 10:45 às 12:30 – Mesa redonda entre integrantes da Associação dos Familiares de Vitimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), além de associações nacionais e internacionais convidadas. Relatos de experiências.
  2. 13:45 às 15:30 – Mesa redonda – Integração dos sobreviventes da tragédia. Sessão de depoimentos com pessoas que viveram e tentam superar traumas.

 

3.2 –  27.01.14 SEGUNDA-FEIRA

         9:00  –  Ato cultural em homenagem às vítimas da Tragédia de Santa Maria.

 

 

Coordenadora e Profissional Responsável pela Capacitação de Intervenção Psicológica em Crise e Luto por Desastres:

Prof.ª Dra. Ana Maria Fonseca Zampieri. Ph, D.

Psicóloga, graduada pela Universidade de São Paulo (USP, 1975). Pós-doutorada em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP, 2009). Doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP, 2003). Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP, 1995). Pós Graduada em Terapia Sexual pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana de São Paulo. Pós Graduada em Terapia Sistêmica de Casais e Famílias pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Especialista em Terapia de Casais e Famílias pela Sociedade de Estudos da Família (SEFAM) de São Paulo. Psicodramatista Terapeuta didata e supervisora de Psicodrama pela Federação Brasileira de Psicodrama (FEBRAP). Terapeuta de Eye Movement Desensitization and Reprocessing - EMDR pela Eye Movement Desensitization and Reprocessing – EMDR Institute Inc. – USA. Especialista em Intervenções em Incidentes Críticos pela International Critical Incidents Stress Foundation. Especialista em Psicotrauma pela Sociedade Argentina de Psicotrauma. Especialista em Eye Movement Desensitization and Reprocessing – EMDR Grupal e Integrativo pela Sociedad Argentina de Psicotrauma (SAPSI) de Buenos Aires. Especialista em Eye Movement Desensitization and Reprocessing – EMDR com crianças e famílias pela F&Z Assessoria e Desenvolvimento em Educação e Saúde Ltda. de São Paulo. Terapeuta Psicotrauma – Terapeuta Brainspoting. Doutoranda em Disruptivo pela Universidade Salvador – Buenos Aires (2010). Certificação em Biologia Cultural. Universidade da Indústria (UNINDUS – PR); Escola Matriztica, Chile (2009-2011).

É consultora desde 1990 da Associação Saúde da Família e Elton John Aids Foundation. Desde 1990 da F&Z Assessoria e Desenvolvimento em Educação e Saúde Ltda. Coordenadora de Cursos de Pós–Graduação em Terapia de Casais e Famílias e de Terapia Sexual Conjugal em São Paulo na F&Z Assessoria e Desenvolvimento em Educação e Saúde Ltda., em Goiânia na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e Centro de Atendimento em Psicodrama (CAEP) e em Brasília no Instituto de Psicoterapia de Brasília (INTERPSI). Coordenadora de projetos de prevenção de abuso sexual intrafamiliar, gravidez precoce e Aids. Coordenadora do Projeto de Ajuda Humanitária Psicológica (PAHP) à Santa Catarina, de Nova Friburgo, do Maranhão, de São Paulo e de Niterói. Presidente de honra e diretora de Ciências e Assuntos Acadêmicos da Associação Brasileira de Programas de Ajuda Humanitária Psicológica – ABRAPAHP.

–          Sociodrama Construtivista da AIDS. Editora Psy. Campinas. 1996.

–          Erotismo, Sexualidade, Casamento e Infidelidade. Sociodrama Construtivista da Sexualidade Conjugal na Prevenção do HIV e da AIDS no Casamento. (2003).

–          Educação Sexual para Famílias na luta contra a Aids. SUDUSCON – SP – 2007.

–          Terapia Familiar na Construção da Paz e da Não Violência – SUDUSCON – SP – 2009

–          Apostila: Programa de Ajuda Humanitária Psicológica – PAHP – RJ 2011 – Manual de Capacitação – SP – 2011

–          Apostila: Projeto Prevenir é Poder – Terapia Familiar na Construção da Paz e da Não Violência– SP – 2011

–          Psicodrama em Empresas. Editora Agora –SP – 1989.

–          Initiatives of HIV / AIDS Prevention in Brazil. International Family Heath – SP – 2000.

–          Terapia Familiar e Justiça Social. APTF. São Paulo – 2000.

–          Terapia Familiar no Brasil na última década. Editora Roca – SP – 2008.

–          Os Desafios do Amor. Editora Roca – SP – 2010.

–          Comunicação Interna – A força das empresas – Vol. 5. ABERJE – 2011.

–          Violência Doméstica e Cultura pela Paz. Ed. Roca. São Paulo – 2013.

–          Lo disruptivos en el cine. Ensayos Ético-Psicoanalíticos. Ed Letra Viva. Buenos Aires – 2013.

–          Morte e Tragédia Pública. Sociodrama Construtivista de Desastres Com EMDR.

–          Intervenção com Grupos em Luto por Desatres Naturais no Brasil. Programa de Ajuda Humanitária Psicológica.

–          O Cinema e o Amor Erótico do Idoso.

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4790925A7

 

EQUIPE DE PSICÓLOGOS DA ABRAPAH:

  1. Ana Maria Fonseca Zampieri
  2. Fabricio Guimarães
  3. Fernanda Machado Torres de Menezes
  4. Maria das Graças de Passaretti
  5. Marisa Barradas de Crasto
  6. Lilian Clotilde Mena Rodrigues Tostes
  7. Solange Dair Santana Afonso
  8. Regina Aparecida Magnossao Manzano

 

Direção de logistica do PAHP – Santa Maria 2014

 

Lorraine Dias, Rodrigo Dias e Rotaract Santa Maria
Colaboração: CERRITO – SM

 

ROTARY CLUB – Blumenau – SC

ROTARY CLUB – Butantã – SP

Resgate Emocional - Mineiros Chilenos

SOMOS CO-RESPONSÁVEIS?

Ana Maria Fonseca Zampieri, Ph.D.

Em 13 de outubro deste ano, após 69 dias de confinamento, a cápsula FÊNIX 2, às 0:10 h do Chile, emergiu com o primeiro mineiro resgatado: o Sr. Florencio Avalos, que foi recebido por braços e abraços emocionados de seu filho de 7 anos e sua mulher e, logo depois, do presidente Sebastian Piñera. Metaforicamente, um parto presenciado por centenas de pessoas, num acampamento de apoio e entorno emocional, afetivo, ansioso, agitado e super energizado, não apenas denominado de Esperanza, mas simbolizado pelo desejo e a fé e partos exitosos, de um útero de 33 gemelares a 622 metros de profundidade.
O mundo fez o papel de platéia, e um simbolismo universal, em vários credos e línguas, projetavam os mais profundos dilemas humanos entre a vida e a morte, entre a impotência e a capacidade de salvamento, da inédita operação de resgate San Lorenzo.
Quem de nós, desde Platão, não tem medo e atração por mistérios de cavernas escuras, e essa, concretizada nas entranhas da Terra? Uma história que supera qualquer projeção de um reality show, com a espetacularidade hollywoodiana; mas também com a intensidade de solidariedade e emoção mundial! Uma emoção de compartilhar um destino coletivo, em situações limites da experiência humana, onde perfis psicológicos ganham palco para novos e específicos papéis de heroísmo digno de uma odisséia, que ultrapassa a do grupo de 33 e atinge a da espécie humana. Neil Armstrong, na odisséia lunar, disse que dava um passo pequeno como homem, mas um salto para a humanidade. O resgate da mina San Jose, no Chile, pela capsula Fênix 2, resgatando homens submetidos a um grande pesadelo humano, que é o de ser enterrado vivo, teve conotações de mitos, como o do pássaro Fênix, que renasceu das cinzas.
A frase do primeiro mineiro resgatado pela Fênix 2 foi: “Oxalá o exemplo dos mineiros fique para sempre conosco, porque os mineiros demonstraram que, quando o Chile se une, somos capazes de qualquer coisa”. Assim enaltecia Avalos, a força mítica da união e do amor, aliados à tecnologia. Tentemos substituir, nessa frase, a palavra Chile por: família, equipe, amantes, casais, irmãos, partidos, empresas e grupos, entre outros, e observemos como ela é protagônica de nossos anseios humanos.
Trauma é um estado severo de medo, que vivenciamos quando somos confrontados com um evento repentino e inesperado, potencialmente ameaçador à vida, sobre o qual não temos nenhum controle (Flannery, 1994). O trauma acontece quando o organismo é forçado além de sua capacidade adaptativa, para regular os estados de ativação de luta ou fuga.
Como o trauma se apresenta? As lembranças do trauma geralmente estão fragmentadas em imagens, sons, odores, sensações físicas (náuseas, tonturas e outras) ou emoções (aversão, nojo, medo, pavor, raiva, tristeza) não integradas a outras memórias autobiográficas. Estímulos relacionados ao evento traumático, específicos e/ou genéricos, podem reativar as memórias que retornam muito mais fortes que uma simples recordação, com nitidez visual e forte expressão emocional, provocando a revivência do evento que foi traumagênico.
Moty Benyakar (2006), psiquiatra e grande pesquisador argentino desta temática, diz que a noção de trauma é inerente à complexidade da existência humana e que a área da traumatologia estuda as conseqüências psicossociais mediatas e imediatas dos eventos disruptivos, que podem ocorrer.
Trabalhamos enquanto psicoterapeutas, com crianças, adolescentes e adultos, com histórias de traumas, com terapia de EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) ou Movimento Ocular, Dessensibilização e Reprocessamento. Esta abordagem terapêutica busca a integração emocional e cognitiva da experiência que resultou em trauma.
Shapiro (2002), criadora do EMDR, diz que a busca do processo de informação adaptativa facilita ao terapeuta um procedimento para identificar os acontecimentos passados que contribuem ao problema, os acontecimentos atuais que o desencadeiam e as habilidades e recursos internos que necessitam ser incorporados, para uma vida plena e saudável.
Pesquisas em mais de 70 países mostram como o EMDR traz bons resultados com pessoas vítimas de um único acontecimento traumático (Rubin, 2003), com cerca de algumas sessões (3 a 8) de 90 minutos. Com situações de trauma repetidos, como abusos sexuais, físicos e psicológicos ao longo da infância, o tratamento exige um tempo bem mais longo, dependendo do caso.
O trabalho do Programa de Ajuda Humanitária Psicológica (PAHP) nasceu da concepção de nossa crença na busca do desenvolvimento de forças internas dos desabrigados e danificados de catástrofes naturais e provocadas pelo homem, para a construção de entornos de redes sociais e emocionais mais resilientes nos indivíduos e nos grupos.
Neste Programa de Ajuda Humanitária Psicológica (PAHP) ganhamos como parceiros inestimáveis, jornalistas da Associação Brasileira de Jornalistas de Empresas, ABERJE, que, atendendo aos nossos apelos de apoio para essa educação da população afetada por catástrofes, criaram o chamado Comunicadores Sem Fronteiras (CSF), cuja meta é, através dos recursos da mídia local, passar informações às pessoas sobre o funcionamento do PAHP no local, bem como sobre os sintomas esperados nessas circunstâncias.
Os efeitos mentais das catástrofes podem acarretar estresses pós-traumáticos e gerar sequelas altamente danosas ao desenvolvimento das futuras gerações. Em contextos sociais pós-catástrofes, são potencializadas as mazelas da pedofilia, do abuso sexual intrafamiliar, das agressões dos mais diversos níveis, do abandono das crianças, do desligamento social dos adultos, do abandono das atividades cotidianas, da desestruturação da família e do desaparecimento das perspectivas de futuro.
Ressalto que não apenas as pessoas danificadas diretamente e que perderam seus lares, ou ficaram confinados, como os 33 mineiros chilenos, precisam de um trabalho psicológico, mas, também, seus familiares e todos os envolvidos no evento, como: socorristas, médicos, enfermeiros, bombeiros, militares, policiais e voluntários, entre outros.
Atendemos nestes PAHP, seis mil pessoas e capacitamos 180 psicólogos junto ao Rotary de São Paulo – Butantã, de Blumenau, Ilhota, Gaspar e Guaraciaba, de São Luís do Maranhão, de Santana do Parnaíba em São Paulo e de Niterói na queda dos morros ente ano. Com a filosofia de que uma Psicologia para a Humanidade é um compromisso de cidadania e de comprometimento da ciência nesta era pós-moderna. O que acontecerá e está acontecendo no mundo interno desses 33 seres humanos?
Em primeiro lugar, lembrar que nem todos que vivem um evento traumatogênico, ou seja, que tem potencial traumático, terá problemas a posteriori.
O entorno familiar e social colaborarão para essa especulação diagnóstica. Evitar ao máximo super exposição e super proteção, são eficazes recomendações. Todos foram danificados pelo evento, mas não necessariamente vitimizados. As vítimas se enfraquecem e os danificados buscam tratar-se e evoluir. Isto não é um jogo de palavras, mas sim um alerta a que tipo de construções, mais ou menos saudáveis emocionalmente, podemos elaborar coletivamente, nas relações humanas.
Há pesquisas que mostram que sintomas e sinais pós-incidentes críticos, podem surgir bem mais tarde, até em torno de dez anos. Portanto, terapias que se propõem a tratar preventivamente esses 33 mineiros são recomendáveis. O EMDR é uma abordagem terapêutica altamente indicada para estas situações. Sugiro, ainda, que se indiquem terapias de prevenção, com EMDR, para as chamadas traumatizações secundárias, ou seja, dirigidas aos que vivenciaram indiretamente o drama da mina; aos familiares e pessoas da comunidade que convivem com esses homens. Se o contexto local, social e familiar for tratado, esclarecido e orientado, terão, esses mineiros, uma sustentação de entorno altamente terapêutica e preventiva.
Outra questão, dentro desta complexidade, são os aspectos idiossincráticos de cada um dos 33 mineiros, nos níveis: biológico, de personalidade, de traumas anteriores vividos, tratados ou não; de influência de recuperação emocional aprendidas em suas famílias, cultura e religiões; além dos aspectos espirituais, entre outros.
Vejo um grande risco do entorno mundial desses 33 mineiros: o da simplificação, negação, minimização ou maximização do que seus medos internos elaborarão a partir desse “soterramento” dos “partos” da Fênix 2. Se pudermos ser um sustento emocional seguro e ponderado, onde eles não serão heróis nem vítimas; onde eles não serão levados, inconsequentemente, às alturas de gloriosos, para abandonos posteriores; poderemos ser, direta ou indiretamente, co-responsáveis por suas recuperações e crescimentos a partir desse horror vivido. Apostemos nisso!

Ser e Viver a Filosofia Rotariana

Atuações do Rotary na Comunidade. PREVENIR É PODER

Prof. Dra. Ana Maria Fonseca Zampieri
Há diversas motivações pelas quais alguém possa desejar integrar-se ao espírito filosófico rotário.

O que me atraiu no Rotary, foram as inquietudes de pessoas que conheci com as desigualdades do mundo social, da educação e da saúde. Conheci o Psicodrama e descobri uma proposta de tratamento dirigido aos grupos, aos casais e, às famílias, numa abordagem mais democrática, onde o poder do pensar e do analisar do psicoterapeuta, estava a serviço do ser humano.

Casada e mãe de quatro filhos, em 1986, conheci a terapia sistêmica de famílias e os ensinamentos da Física Quântica, onde até os cientistas das ciências chamadas exatas, mostravam como as verdades são complexas e emaranhadas. As verdades sobre “normais” e “patológicos” são relativas e contextualizadas.

“Aprendi que era preciso crer para ver”.

No presente, nós do Distrito, num projeto de educação para famílias, na luta contra a gravidez precoce, o HIV e a Aids e o abuso sexual intrafamiliar, porque cremos na existência da dor que não faz ruído, não é visível a olhos iludidos pela sociedade que maquia situações e está a serviço do poder dos que se julgam mais fortes pela raça, pelo poder econômico e pelo poder culturalmente criado de gênero.

No Brasil de cada 100 crianças que nascem, 20 têm mães com menos de 15 anos. Cada vez mais, mulheres de todas as idades e classes sociais, mas especialmente as mais carentes, submetem-se a uma sexualidade desrespeitosa e infectam-se de HIV , de HPV ou de outras DSTs , de seus maridos e pais de seus filhos.

A cada 20 segundos no mundo, alguém morre de Aids, crianças inocentes, que não sabem distinguir carinhos de carícias sexuais, estão sendo abusadas por seus pais, tios, avós, irmãos maiores, padrastos e vizinhos.

Se “cremos, então vemos”, pois vivemos numa sociedade onde a invisibilidade pode nos iludir sobre sabermos o que acontece de fato, e não nos alertar a ver o que existe que não vemos.

Conheci, em 1992, uma colega psicóloga, a Edda Maffei do Rotary República, que me convidou a fazer terapia com moradores de rua na Igreja da Consolação.

Descobri no Rotary pessoas companheiras verdadeiramente, na co-responsabilidade por uma vida que faça sentido, na crença de que podemos não mudar o mundo como eu acreditava na juventude, mas na transformação de vidas mais justas, na parceria pela educação e saúde mais igualitárias.

Com parceiros do Distrito, da PUC de SP, da F&Z e de outros do Brasil e de Londres, a Elton John Aids Foundation através da ASF, atendendo, pelo chamado Sociodrama Construtivista da Aids, (método que desenvolvi e que foi aprovado em teses de mestrado, doutorado e agora
de pós-doutorado) cerca de 11 mil adolescentes e suas famílias e educadores.

Este é o nosso projeto PREVENIR É PODER, com o qual vamos até a comunidade e lá desenvolvemos com as famílias, durante 8 horas em um sábado, sempre em co-autorias, o que chamamos de capacitação e sistematização de nossos poderes contra a Aids, o HIV, o HPV, a gravidez precoce e a violência sexual.
No ano passado, 2007, fizemos isto no Butantã em São Paulo, em Paranoá em Brasília e na cidade de Goiânia.

Este projeto tem vários produtos, entre eles a confecção de uma cartilha especialmente elaborada para e a partir dos aprendizados das comunidades, que têm sido distribuídas ao final desses workshops, para as famílias e educadores.

Temos 20 mil exemplares até o momento.

O lema “Dar de si antes de pensar em si”, nestes trabalhos, transforma-se em “dando-nos recebemos em ato contínuo”, pois é na co-elaboração de nossas forças, sentimentos, crenças, valores e atitudes como cidadãos, que os encontros de psicoeducação são combustíveis de emoção, amor e desejo de multiplicação, compartilhando, o que nos faz sentir humanizados.

A Filosofia rotária não existe somente em nós, se renova em nós.

Sou muito grata à Edda por ter insistido em reapresentar-me ao Rotary e aos companheiros corajosos do Butantã e do Distrito, pela parceria em fazer de temas tabus como: sexo, doenças sexuais, Aids, gravidez precoce e abusos sexuais; temas do cotidiano de nossas educações como famílias. O PREVENIR É PODER tem vários projetos de expansão e continuidade em nosso país e, quem sabe, na África, onde está a metade dos jovens infectados em todo o mundo.

Desejo para este 2009 que muitos outros companheiros engrossem nossas fileiras.

Prof. Dra. ANA MARIA FONSECA ZAMPIERI – RCSP Butantã
Doutora, mestre e pós-doutoranda em Psicologia Clínica. Psicodramatista

Foto1Ana Maria Fonseca Zampieri  
Mestre e doutora em Psicologia Clinica. Pós-graduada em terapia de casais e famílias. Terapeuta sexual. Psicodramatista. Formação em E M D R. Escritora de livros sobre casamento e sexualidade na vida conjugal. Diretora de Ensino e Pesquisas da F&Z Assessoria e Desenvolvimento em Educação e Saúde S/C Ltda.                                         (anamfzampieri@uol.com.br)